sábado, 9 de junho de 2012

O silêncio




Às vezes o silêncio vale tanto quanto uma boa conversa.
Por Ana Cristina Vargas

O silêncio é tão necessário ao nosso bem-estar quanto uma boa conversa. É nele que conseguimos conectar com nossos mentores. Mas será que silêncio é apenas ausência de som?

Penso em duas situações: quando é melhor calar e quando os ruídos são uma fuga.

Quem ainda não ouviu a chamada mentira piedosa? Não viveu um momento em que não soube lidar com as próprias emoções despertadas pela vivência de um amigo, de um familiar e, tomado de ansiedade, disparou frases descabidas, do tipo: o indivíduo está nos últimos dias e falamos que logo a cura virá, que melhorou, repetimos (talvez por querer acreditar) que ele sairá daquela situação. Era mais adequado manter a boca fechada, oferecer carinho, solidariedade e um silêncio acolhedor da vontade superior, uma expressão do colo de Deus em um simples abraço.

A outra é: televisão, rádio, computador ligados ao mesmo tempo. Parece que não se tolera o silêncio, o estar consigo nem por um segundo. É um bombardeio de sons e informações. Não se presta atenção, mas se é atraído por algo diferente e assim não pensa, não sente, não se percebe.

Em geral, ataca-se a geladeira. Exterioriza-se o interior, no qual a perturbação reina. Há sentimentos e pensamentos gritando na mente, e o silêncio é doloroso. Há medo de ouvir esses gritos e seu conteúdo. Viram até pesadelos, mas esse é outro tema.

Quando nós entendemos as leis da vida, mudamos, estabelecemos a harmonia com Deus e a paz à nossa volta. Aprendemos a usar a força do silêncio, aprendemos a falar, a calar e a ouvir.

Referência: http://www.vidaeconsciencia.com.br/novoportal/pages/inspiracoes/inspiracao.xhtml?id=187&noticia=O+sil%C3%AAncio&lang=pt

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