domingo, 26 de setembro de 2010

"Boa Vida ou Vida Boa ?"

No mundo de hoje, há boa vida e há vida boa.

Boa vida é bem-estar.

Vida boa é estar bem.

Por isso, temos criaturas de boa vida e criaturas de vida boa.

As primeiras servem a si mesmas.

As segundas respiram no auxílio incessante aos outros.

A boa vida tem rastros de sombra.

A vida boa apresenta marcas de luz.

A desordem favorece a boa vida.

A ordem garante a vida boa.

Palavra enfeitada costuma escorar voa vida.

Bom exemplo assegura vida boa.

Preguiça mora na boa vida.

Trabalho brilha na vida boa.

Ignorância escurece a boa vida.

Educação ilumina a vida boa.

Egoísmo alimenta a boa vida.

Caridade enriquece a vida boa.

Indisciplina é objetivo da boa vida.

Disciplina é roteiro da vida boa.

Vejamos as lições do Evangelho.

Madalena, obsidiada, perdera-se nos encantos da boa vida, mas encontrou em nosso Divino Mestre a necessária orientação para vida boa.

Zaqueu, afortunado, apegara-se em demasia às posses efêmeras da boa vida, entretanto, ao contato de Nosso Senhor, aprendeu como situar os próprios bens na direção da vida boa.

Judas, os discípulo invigilante, procurando a boa vida, entregou-se à deserção, e sentindo extrema dificuldade para voltar à vida boa, foi colhido pela loucura.

Simão Pedro, o apóstolo receoso tentando conservar a boa vida, instintivamente, negou o Divino Amigo por três vezes numa só noite, entretanto, regressando, prudente, à vida boa, abraçou o sacrifício pela própria ascensão, desde o dia de Pentecostes.

Pilatos, o juiz dúbio, interessado em desfrutar boa vida, lavou as mãos quanto ao destino do Excelso Benfeitor, adquirindo o arrependimento e o remorso que o distanciaram da vida boa.Todos os que crucificaram Jesus pretendiam guardar-se nas ilusões da boa vida, no entanto, o Senhor preferiu morrer na cruz da extrema renúncia para ensinar-nos o caminho da vida boa.

Como é fácil observar, nas estradas terrestres, há muita gente de boa vida e pouca gente de vida boa, porque a boa vida obscurece a alma e a vida boa mantém a consciência acordada para o desempenho das próprias obrigações.

Estejamos alertas quanto à posição que escolhemos, porquanto, pelo tipo de nossa experiência diária, sabemos com segurança em que espécie de vida seguimos nós.

Scheilla

(Do livro "Comandos do Amor", Francisco Cândido Xavier)

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

DESCULPA SEMPRE

Por mais graves te pareçam as faltas do próximo, não te detenhas na
reprovação.
Antes de tudo, lembra quão difícil é julgar as decisões de criaturas
em experiências que divergem da nossa!
Amanhã, quando o equilíbrio for restaurado, conseguirás suficiente
clareza para que a sombra te não altere o entendimento.
Usa, pois, a bondade, e desculpa incessantemente.
Quem perdoa, esquecendo o mal e avivando o bem, recebe do Pai
Celestial, na simpatia e na cooperação do próximo, o alvará da
libertação de si mesmo habilitando-se a sublimes renovações.

Texto extraído do Livro Fonte Viva – Emmanuel
Psicografia de Francisco Cândido Xavier